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02 junho 2011

Estudo do Ipea mapeia perfil do consumidor online brasileiro

Na lista de variáveis que determinam propensão ao consumo via web, a experiência com vírus e malwares tem mais peso que o uso das redes sociais
 
O uso de redes sociais não determina, por si, tendência maior ou menor ao consumo online, mas quem já teve problemas com vírus e malware tem, sim, maior probabilidade de comprar via web. Essas são algumas das revelações do estudo "Vendas on-line no Brasil: Uma análise do perfil dos usuários e da oferta pelo setor de comércio", realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e que foi divulgado na manhã desta quinta-feira (2/6).

No estudo, o Ipea procurou descrever um perfil do brasileiro que consome online – grupo que, segundo os dados apresentados, representa 19% do total de internautas do país - e, também, fornecer mais detalhes sobre um setor que, entre 2003 e 2008, viu seu faturamento crescer 145%.

É importante ressaltar que, na produção do relatório, o Ipea baseou-se, entre outras informações, em dados da pesquisa TIC Domicílios 2009, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). De lá para cá, ocorreram a febre das compras coletivas (em 2010) e a explosão no uso de redes sociais, como o Twitter e o Facebook.

“A evolução das tecnologias de informação e comunicação (TIC), associadas à emergência de novas técnicas de logística e gerência da cadeia de suprimentos, levou a uma revolução do processo de compra e venda do setor varejista”, constata o Ipea, no relatório.


O estudo ressalta, contudo, que essa evolução se faz mais presente nas grandes cidades que nas cidades menores. “Nestes locais, a situação do comércio é basicamente a mesma dos anos 1950”, sustenta. O instituto também relaciona as mudanças no comércio à ampliação do acesso à Internet.

Dois pontos

O Ipea avaliou o comércio eletrônico a partir de dois pontos de vista: dos usuários e das empresas. O estudo identificou tanto o perfil dos usuários de e-commerce – com base nos dados da pesquisa TIC Domicílios 2009 - como os principais aspectos da evolução do setor no Brasil (com base em dados históricos do IBGE e do Banco Central).

Em relação ao perfil dos usuários, a pesquisa apurou que, dos 63 milhões de internautas que o país tinha em 2009, cerca de 19%, ou 11,97 milhões, são compradores pela Internet. O Sudeste é a região que tem a maior fatia de internautas que consomem online: 23%. Em seguida vêm as regiões Sul (20%), Norte e Centro-Oeste (com 19% cada) e Nordeste (12%).
Nas áreas urbanas, a fatia de compradores online é maior que nas áreas rurais. Dos internautas urbanos, 20% compram na web. Entre os que moram nas zonas rurais, esse índice é de 9%.

Em termos de classe econômica, a que mais consome online é a A (59%). A classe B responde por 33% das compras online e a C – na qual, segundo o IBGE, já se encontra a maior parte da população - tem 13%. Dos internautas das classes D e E, juntas, 5% dos indivíduos já compraram online.

Mais velhos, mais compras

Na categorização por idade, a maioria dos internautas que compram online (29%) está na faixa entre 35 e 44 anos. Os grupos de internautas entre 25 e 34 anos e entre 45 e 49 anos têm o mesmo peso – 26% - enquanto internautas entre 16 e 24 anos formam 18%. Além disso, o porcentual de internautas homens que compraram online (22%) é maior que o de mulheres (17%). E a maioria (41%) afirmou ter ensino superior.

O relatório do Ipea também buscou determinar, com base em várias categorias de dados, quais variáveis influenciam a escolha de comprar ou não produtos e serviços pela Internet. Foram cruzados dados sobre acesso a e-mail, uso de sites de busca, inscrição em redes sociais, idade, sexo, classe social, nível de educação e habilidades digitais, entre outros. Com base nisso, o instituto calculou um coeficiente que indica o grau de influência da variável na decisão de compra pela Internet.

Os resultados apontam, por exemplo, que moradores da região Norte têm maior probabilidade de serem consumidores online que os da região Nordeste. Da mesma forma, membros das classes A e B são mais propensos a comprar online. Homens têm maior tendência a consumir via Internet, mesma condição dos indivíduos mais velhos em relação aos jovens.

Mais curiosas são as relações entre o uso de certas tecnologias e a propensão a consumir online. Segundo o estudo, indivíduos que já tiveram algum problema com segurança da informação são mais propensos a consumir na web. Quem utiliza serviços de voz pela Internet (VoIP) e manda arquivos com anexo também possui maior probabilidade de aderir ao consumo virtual.

O Ipea também destaca a “ausência de significância estatística da variável que indica a participação em redes sociais”. Ou seja, um indivíduo que participa de redes sociais não teria, com base apenas nessa variável, propensão especial ao consumo online.

"Esperávamos que houvesse um efeito positivo e significante desta variável sobre o consumo de bens e serviços pela Internet", afirmou o Ipea, no relatório. Uma hipótese levantada pelo instituto para justificar a descoberta é que essas redes são utilizadas predominantemente por jovens, categoria que tem menor probabilidade de consumo na comparação com os mais velhos.

O número de horas que a pessoa navega na web também interfere de forma positiva na probabilidade de consumo online, afirma o Ipea. Há, no entanto, um efeito colateral: quanto mais tempo o internauta fica na rede, menor essa influência.

E-commerce e produtividade

No que diz respeito ao comércio varejista na Internet, o Ipea destaca o forte crescimento do setor entre 2003 e 2008, no qual o número de empresas aumentou de 1.305 para 4.818 e a receita total, de 2,4 bilhões de reais para cerca de 5,9 bilhões. No entanto, o instituto ressalta a inexpressividade do setor em relação ao varejo brasileiro. “As 4.818 empresas que vendiam pela Internet [em 2008] correspondiam a apenas 0,4% do total de empresas varejistas. Sua receita pela Internet era inferior a 1% do total da receita do varejo”, afirma o comunicado.

Outro dado levantado pelo Ipea aponta que o comércio não especializado, representado por hipermercados, supermercados, lojas de departamento e outros, corresponde a 25% do total de vendas online do varejo no Brasil. As lojas especializadas respondem por 93% do número de empresas e 73% do total de vendas pela Internet.

Segundo a pesquisa, a categoria econômica com mais lojas na Internet é a de material de construção: são 1.701 firmas, ou 37,8% do total. Artigos farmacêuticos e de perfumaria – a segunda maior categoria - são representados por 707 empresas. Apenas 23 firmas (0,5%) foram classificadas na categoria de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo; no entanto, em valor, a categoria – que teve receita bruta de 465,7 milhões de reais em 2008, ou 11% do total - só é superada pela de artigos culturais, recreativos e esportivos (que incluem CDs, DVDs e livros), que faturou 482,6 milhões.

No relatório, o Ipea conclui que a adoção do e-commerce “contribui positivamente para a produtividade das firmas que optaram pelo comércio eletrônico”. Além disso, o instituto afirma que a produtividade das empresas que não adotam o e-commerce seria maior se utilizassem a tecnologia. Ao apontar a importância do setor de serviços na criação de novos empregos e a baixa remuneração média por pessoa no comércio, o relatório conclui que “a baixa produtividade do setor de serviços em geral, e do comércio em particular, deveria ser objeto de maior atenção por parte das políticas públicas”.

Fonte: idg.uol.com.br

02 maio 2011

Brasileiro é 3º maior usuário de rede social

Mesmo com banda larga precária, Brasil é um dos maiores consumidores globais de internet, diz a consultoria comScore
É fato que a banda larga é lenta na maioria das cidades onde ela chega no Brasil. Baixar arquivos pesados, com capacidade restrita, é um tormento. Fora isso, os preços dos serviços de acesso são altos. Com esse cenário de fundo, o País teria todas as precondições para ser um dos lanterninhas no consumo de internet. Ledo engano.
O Brasil ocupa a terceira posição em páginas visitadas nas redes sociais, atrás de EUA e Rússia. No portal de vídeos do YouTube, o País também não faz feio. Está entre os cincos maiores usuários no mundo. Os dados são da consultoria americana comScore, especializada em serviços online. Nesta semana Greg Dale, diretor global de operações e também um dos fundadores da empresa, chega a São Paulo para apresentar em detalhes o retrato do consumo digital dos brasileiros. Ele será um dos palestrantes do ProXXima, evento sobre negócios da comunicação digital que acontece nesta quarta e quinta-feira.
Segundo dados da consultoria, mesmo com as limitações de infraestrutura, a audiência da internet no Brasil cresce 20% ao ano, contra uma média mundial de 8%. E há mais de 40 milhões de brasileiros que acessam a internet em casa ou no trabalho, o que torna o País o oitavo mercado do mundo entre os maiores consumidores de bit e bites.
Potencial. Dale diz que o País é uma das principais apostas da empresa. "É o maior mercado na América Latina, uma região que é muito importante para nossos planos de expansão. O Brasil cresceu mais que os outros países da região e tem o nosso maior escritório comercial". Instalada em São Paulo, a filial da empresa americana tem no portfólio 70 clientes - entre agências de propaganda, portais, empresas de comunicação e companhias dos setores automobilístico, aéreo e varejo - para os quais monitora 40 mil sites e canais online. A comScoreé concorrente da consultoria Ibope Nielsen Online, joint-venture entre a empresa de pesquisas brasileira Ibope e americana Nielsen.
Uma das maiores preocupações dos executivos de marketing das companhias é medir e controlar os resultados de seus investimentos. Cuidado que se redobra diante da enorme segmentação do universo digital já, por si, bastante intimidadora para uma empresa monitorar suas marcas e imagem corporativa, hoje ativos relevantes em seus negócios. Por isso mesmo, mais do que registrar a audiência online, as empresas que prestam serviços nesse setor se esmeram em vender capacidade de análise dos resultados de forma a tornar eficiente a aplicação das verbas publicitárias.
Dale da comScore, porém, não foge à regra da pregação usual do meio marqueteiro. Campanha para dar resultado de vendas tem que casar ações online e offline. "Fizemos uma pesquisa significativa sobre construção da marca online e concluímos que o clique não poder ser métrica para avaliar o desempenho de uma campanha online, porque poucas pessoas realmente clicam em anúncios", constata Dale.
Fundada em 1999 e com ações listadas na Nasdaq desde 2007, a comScore acompanha mais de três milhões de sites em 170 países.
Fonte: estadao.com.br

27 abril 2011

Brasil é o terceiro em acessos ao Twitter

País fica atrás somente de Holanda e Japão, levando em conta penetração entre população online

O Brasil é o terceiro país que mais utiliza o Twitter, levando em conta o percentual de penetração do serviço entre a população online.



Segundo relatório divulgado pela comScore, 23,7% dos internautas do país acessam a rede de microblog. A Holanda lidera o ranking, com 26,7% de penetração, seguida do Japão, com 26,6%.
Logo após o Brasil, aparecem Indonésia (22%), Venezuela (21%), Canadá (18%), Argentina (18%), Turquia (16,6%), Filipinas (16,1%) e Cingapura (16%).
A pesquisa levou em consideração acessos realizados durante o mês de março por usuários maiores de 15 anos em ambiente doméstico ou do trabalho. 
Fonte: info.abril.com.br

25 fevereiro 2011

Cliente 2.0?

Por Eduardo Pizzetti* 


Porque devo investir em mídias sociais? Ao surgir esta pergunta, a única resposta que me vem à cabeça é: “Porque sua empresa depende das pessoas para prosperar.” Para entender melhor o sentido desta resposta, precisamos antes entender a respeito da evolução humana no sentido de consumidores.

A cada ano que passa, tanto quanto os avanços tecnológicos e o constante aumento do número de produtos e serviços no mercado, o consumidor também evolui. Acompanhando este crescimento, como em uma sala de parto, assistindo ao nascimento de inúmeras empresas, produtos e serviços de diferentes segmentos, suas exigências e expectativas também aumentaram, e muito.

O consumidor de hoje procura mais do que nunca em uma marca, além da qualidade, a segurança de estar fazendo um bom negócio. E para isso, simplesmente ter o melhor produto não é o suficiente. Uma empresa que fala de forma estreita e sincera com seus clientes conquista a sua confiança com mais eficiência, mas para que isso seja realizado de forma concisa, antes de tudo, a empresa precisa conhecer quem é o seu cliente. É aí que se encaixam as redes sociais.

As redes sociais são as maiores fontes de informação na atualidade. Um banco de dados de números astronômicos que, se aplicados a um planejamento estratégico e modelados da forma correta, poderá ser o mapa da mina para a empresa que a utilizar. A boa notícia é que as próprias redes sociais se encarregam de facilitar esse trabalho. Podemos citar, por exemplo, o Orkut, onde através dele é possível identificar pessoas que gostam de um determinado produto ou serviço, que frequentam o mesmo lugar nos finais de semana, ou que consomem a mesma marca de bebida.

Ou seja, com base na tendência das pessoas de juntar-se a outras que possuem o mesmo gosto ou interesses em comum, torna-se mais fácil para uma empresa aproveitar deste fato, podendo assim identificar com precisão onde estão os seus clientes e público-alvo. Desta forma, a praticidade e facilidade de interação com os mesmos se tornam mais fáceis, identificando suas necessidades, resolvendo os seus problemas. Ou seja, passa a criar não apenas um vínculo comercial, mas sim, a fazer parte do seu cotidiano e principalmente de sua rede de amigos, construindo laços mais intensos. 

Outro grande fator que impulsiona o uso das redes sociais no meio corporativo se dá ao fato de que através delas a empresa passa a ter mais um canal de comunicação, tanto com os clientes, possíveis clientes, mas também com a mídia, tornando-se uma fonte aberta de informação, dando “cara” à empresa e principalmente possibilitando a interação com o público em geral.

Criar perfis em redes sociais apenas e sair divulgando seus produtos ou serviço, porém, não trará um retorno positivo e imediato. Existe um cuidado muito grande que se deve tomar ao fazer uma abordagem, pois tanto quanto no mundo real, as pessoas possuem um bloqueio natural quando alguém o aborda com a finalidade específica de lhe vender algum produto ou serviço. Desta forma, o índice de aproximação positiva poderá ser baixo. 

É preciso, antes de tudo se relacionar. O resto dependerá de como será conduzido o processo de relacionamento online com o público. Por isso, a importância de existir um planejamento pré-estabelecido e de métricas pré-definidas. Caso contrário, poderá todo o esforço resultar em apenas meros perfis amargando algumas visitas e trocas de recados aleatórios. A dica mais importante é: Contrate alguém que realmente entenda do assunto, assim você reduzirá cerca de 99% de chances de atirar no escuro.

* Eduardo Pizzetti é publicitário



24 fevereiro 2011

A Classe C na web

A Classe C é, sem dúvida, a maior responsável pelo crescimento da Internet nos últimos 3 anos. Se em 2007 o Brasil possuía 37 milhões de usuários, fechamos 2010 com aproximadamente 75 milhões, ou seja, o dobro de usuários em apenas 3 anos. Muito se deve à entrada das classes de baixa renda, CDE, na web nesse período. Mas o mercado deve agradecer, aliás, ficar de olho na classe predominante do Brasil, a Classe C, responsável por 51% da população nacional, algo em torno de 100 milhões de pessoas.
Graças a esse número, uma quantidade enorme de marcas começa a mirar a classe C. Não é para menos: com a estabilidade da economia brasileira, a Classe C começou a comprar mais e melhor. Não está mais atrás do preço mais barato e sim da parcela que cabe em seu bolso. Não está mais atrás de qualquer produto, ela quer qualidade, quer ser bem atendida e exclusividade; assim como as classes AB, a Classe C também quer entrar em uma loja e ser bem tratada, quer ter produtos de qualidade e querem mostrar sua ascensão financeira através desses produtos dentro de sua comunidade.
Sociabilidade é um conceito presente nessa classe. Há tempos que a população mais humilde se ajuda na sua comunidade; entendemos a comunidade aqui como a rua onde moram, bairro ou mesmo o mesmo clube que frequentam.  As pessoas comunicam sobre vagas de emprego, promoções em lojas, receitas de bolo, festa do vizinho, filmes, enfim, trocam informações diariamente, repito, há tempos.
Esse comportamento é repetido na Internet. Por isso, a Classe C é a mais ativa nas Redes Sociais, e acredita-se que é por causa dessa classe que o Facebook, maior Rede Social do mundo, tem 30% de usuários do Orkut: são 30 milhões no Orkut frente a 10 milhões no Facebook. O Orkut, por ser mais simples e ter sido o pioneiro, é hoje o preferido pelas classes mais baixas. Prova disso é que 90% dos acessos feitos em lan houses são no Orkut.
O poder econômico da Classe C está possibilitando o aumento de consumo e esse comportamento também está migrando para a web. Em 2009, dos 17 milhões de pessoas que compraram na web, 42% delas foram da Classe C. Essas pessoas não estão comprando livros. Estão comprando eletrodomésticos e eletrônicos, produtos que estão acima dos R$ 1.000,00. Isso se deve ao fato de que a Classe C está se acostumando a comprar, por isso, ainda se sente constrangido em entrar em lojas para comprar um produto em várias vezes e acreditam que comprar na Casas Bahia é “coisa de pobre”; além disso, comprar pela web dá a impressão da pessoa ser “antenada”, o que lhe dá status de liderança na comunidade.
Em resumo, esses comportamentos estão sendo potencializados pela web. Aquela velha, mas atual, frase que a propaganda boca-a-boca é a melhor propaganda e que se antes uma pessoa influenciava 10 pessoas e hoje influencia 1.000 é verdadeira. A Internet está ajudando no consumo da classe C, está fazendo com que ela se relacione mais com outras pessoas e que possa influenciá-las no consumo.
Hoje, a Classe C não vive mais sem a Internet e cada vez mais as classes DE se transformam em Classe C, fazendo com que a Internet cresça e, com isso, cresçam as vendas também.
Fonte: omelhordomarketing.com.br



23 fevereiro 2011

IBOPE Nielsen Online apresenta o perfil dos usuários de sites de comércio eletrônico para o Abep News


Abep News divulga no dia 21 de fevereiro de 2011 entrevista com Juliana Sawaia, gerente de inteligência de 
mercado do IBOPE Mídia, sobre os benefícios do crescimento de sites de comércio eletrônico


Com informações do crescimento avassalador da audiência dos sites de Comércio Eletrônico, que atingiu quase 
30 milhões de pessoas e dos sites de cupons e compras coletivas, que atingiram 13,2 milhões de pessoas em 
dezembro, e já acumulam crescimento da audiência de mais de 680% desde junho, a Abep News entrevistou 
Juliana Sawaia, gerente de inteligência de mercado do IBOPE Mídia, para entender os benefícios reais dessas 

informações para lojas de varejo e outras que deles se beneficiam, assim como para a indústria da pesquisa.

Abep News: Tem-se informação ou noção do perfil do público que navega em sites de Lojas de Varejo?

Juliana Sawaia: O quadro abaixo mostra o perfil desse público:


Abep News: Esse público usa os sites de Lojas de Varejo com qual intuito? Comprar / fazer sondagem de preço / 

buscar informações técnicas? – Há informações nesse sentido?

Juliana Sawaia: Do total de internautas, 85% declara navegar em Lojas de Varejo para obter informações sobre 

produtos e serviços, antes de comprá-los. Os assuntos de maior interesse são: tecnologia pessoal, celular e 
eletrodomésticos. 

Mais da metade dos internautas, efetivou alguma compra recentemente, nesses sites específicos ou em outros. 

Cada um deles, realiza ao menos uma compra no mês. 

Abep News: E com relação aos sites de descontos e compras coletivas? Conhecemos o perfil dos usuários? 

Qual é ele?

Juliana Sawaia: Os mais recentes estudos mostram que são 13,2 milhões de usuários únicos de sites de compras

coletivas. O perfil desses usuários está compartilhado com o de lojas de varejo, conforme o quadro acima.

Abep News: Como a indústria brasileira pode beneficiar-se dessas informações? E do ponto de vista da pesquisa? 

Como usufruir dessas informações, visando levar dados de forma agilizada e confiável aos clientes?

Juliana Sawaia: A internet vem crescendo em sua base de usuários e por consequência atraindo mais 

investimento em publicidade, chegando a superar algumas mídias offline em participação sobre a indústria da 
propaganda. 

É fundamental para agências e anunciantes conhecer os hábitos e atitudes desses usuários para beneficiarem-se 

dessas informações, na melhoria de seus produtos e serviços. Essas pesquisas são fundamentais para o 
aprimoramento da estratégia de marketing a ser utilizada, para atingir de maneira mais eficiente o público 
objetivado.

Abep News: Quais deverão ser os próximos avanços tecnológicos, que influenciarão nas informações e, 

consequentemente, no benefício da indústria brasileira?

Juliana Sawaia: Os avanços estão relacionados às necessidades dos usuários de tecnologia, dessa forma é difícil 

estabelecer modelo preditivos, uma vez que as necessidades estão em constante movimento. Portanto, é 
imprescindível que a indústria se utilize de informações de pesquisa para compreender as reais necessidades 
do seu consumidor e desenvolver produtos e soluções inovadoras.

Fonte: ABEP News 




21 fevereiro 2011

Perfil dos brasileiros nas redes sociais

Quem é o usuário brasileiro de mídia social? Quais seus hábitos online? Como se relaciona com marcas e produtos através de ferramentas web2.0? São essas as questões que visa responder o estudo inédito sobre Perfil de Usuários de Mídia Social no Brasil, realizado pela eCMetrics.  A pesquisa foi realizada em dezembro de 2010 com 2.440 membros do painel online eCGlobalPanel, um dos maiores painéis online de pesquisa da América Latina com mais de 190 mil consumidores brasileiros ativos e mais de 500 mil na América Latina (um dos maiores desta região).
Sabemos que mais de 90% dos internautas brasileiros estão cadastrados ao menos em uma rede social (Ibope, nov/2010), mas como o brasileiro está se comportando diante desta nova realidade? E como isto afeta o relacionamento deles com as empresas/marcas?
“Ainda que a grande maioria das empresas já tenha dado seus primeiros passos nas redes sociais, muitas grandes marcas no Brasil parecem não ter definido com clareza sua estratégia no segmento de Mídias Sociais. Um dos intuitos deste estudo é servir como ferramenta de suporte para a definição destas estratégias”, afirma Iván Casas, CEO da eCMetrics.
O estudo revela diversos dados bem interessantes sobre como, nós, brasileiros, atuamos na utilização das Redes Sociaos Virtuais. Um estudo para guardar nos favoritos e compartilhar na agência!


Confira o slide clique aqui para obter mais informações sobre a pesquisa realizada pela eCMetrics.